Do sentir e criar nas aulas de figurino
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| Essa é Sabrina |
O que irei escrever nesse diário de bordo, não será uma descrição/relatório das aulas de figurino e sim o que chega a mim enquanto ser humano, mulher, educadora, figurinista, pesquisadora e amante da indumentaria.
Nesse primeiro momento irei simplesmente dizer o quão emocionante é realizar essa oficina. Não conter as lágrimas já virou rotina nos dias de aula, alegria que me inunda de forma tão plena que meu corpo não abarca e escorre pelos olhos, a realização de um sonho que se torna a cada dia mais colorido.
As aulas na oficina de iniciação ao figurino me possibilitam entrar no universo criativo de todos os participantes, ninhavar e unir os retalhos da criatividade desse grupo que vai chegando de forma tímida mas ousada no universo da indumentaria.
Não falarei hoje da brilhante equipe que me acompanha e sim boas vindas aos leitores e situa-los do que se trata esse diário de bordo.
A oficina é formada atualmente por 18 participantes e desses 18, 04 são deficientes visuais e todos desenvolvem todas as atividades com igual empenho, dedicação e alegria.
No primeiro dia de aula ouvi a seguinte frase de Sabrina uma moça sensível e muito inteligente que tem no corpo as marcas de uma limitação e no pensamento e no coração o viço da vida e do querer "O cego enxerga por dentro,eu acho que todo homem deveria ser cego de vez em quando". É com essa frase que findo as primeiras fases desse inicio de diário de bordo.
Estou a cada dia fechando os olhos para procurar a cegueira que com sua dualidade abre meus olhos e o faz enxergar por dentro e assim externar de forma lúcida e transparente a minha paixão pela criação de trajes.
Sejam bem vindos!

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